14.11.10
e eu senti-me uma inútil, preenchida pelo arrependimento de ter acordado naquele dia, coberta pelo choque, e quando realmente me convenci de que realmente te tinha perdido, afoguei-me no enorme vazio que sentia, e que doía mais que qualquer outra coisa. só de pensar que poderia ter feito parte dos momentos mais feliz da tua vida, e que essa oportunidade se desvaneceu do nada, causava uma explosão de lágrimas que lavava a minha cara. agora, penso no que será de mim, pergunto-me se esta dor será para sempre, só me consigo imaginar a folhear páginas de livros que leste, tocar e cheirar roupas que vestiste, passar a ponta dos dedos nos móveis de tua casa (…) perdi o rumo, e vou conforme o vento sopra, sinto-me rasgada, despedaçada, perdida nas memórias que me esforço por ver e rever, para nunca as esquecer, sinto-me dominada pela cruel verdade de que nunca mais te terei a meu lado. tenho, duma vez por todas, que assumir que o meu sonho acabou. amanhã, acordo e começo a mentalizar-me que a minha vida continua sem ele e que vai correr tudo bem. mas, hoje, só quero dormir, esquecer a dor e limpar o coração. isto não é viver e eu tenho que continuar viva, inventar uma vontade que não tenho e obedecer-lhe cegamente. talvez nem seja assim tão difícil. quando se continua vivo depois de morrer, é fácil ser-se obediente.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário